O Caçador de Pipas
25 25UTC fevereiro 25UTC 2008

Ontem dia 24 de fevereiro, assisti ao Filme de Marc Forster, com o roteiro adaptado do Livro de Khaled Hosseini, o filme mostra muito da cultura indiana, além dos problemas que abalam e abalaram as Cidades do subcontinente indiano, como o Paquistão, o Afeganistão e a Capital Cabul.
O filme mostra um cultura muito rudimentar com características específicas, que para muitas pessoas pode soar um tanto inapropriado e rudimentar. Na minha singela opinião, o filme mostra uma forma de vida, que não cabe a qualquer ser humano criticar ou julgar, pois cada povo tem seus hábitos, costumes e crenças, cabe a eles decidir quando e como vão exercer sua Democracia – que no Caso especifico fica por conta do Alcorão, o livro sagrado dos Mulçumanos. Um exemplo disso é a forma de relacionamento entre patrão e empregado – No filme o enredo principal, se baseia nesta relação, mostrando o que seria considerado nos dias atuais uma forma de escravidão, apesar de haver um bom relacionamento entre a classe operaria e o patrão durante uma boa parte do filme, o autor mostrou a classe mais fraca na obrigação de servir ao patrão, sendo que tal atitude quase passa a ser uma imposição moral. É aquela velha história “quem nasce pra prego nunca chega a martelo”. Os dois personagens principais; um rico (filho do patrão) com uma boa educação, e o outro pobre (filho do empregado), que não sabe ler nem escrever, vivem uma amizade intensa e cheia de felicidades.
Mas a alegria dos dois acaba, quando o filho rico, vê seu melhor amigo ser oprimido e humilhado pela forma que foi educado “servir sempre, a qualquer custo”, além de ser vitima de preconceitos durante o filme o filho pobre sofre com a injustiça, sentido-se obrigado a acobertar um crime que sabia não ter cometido, só para não magoar aquele que ele tem que servir. Aquela pessoa que literalmente dá o sangue por seus princípios, cheia de personalidade e valentia acoberta a fraqueza de seu “AMO”.
O menino rico se torna, um escritor bem sucedido, mas vive com o remorso de ter se corrompido por uma forma rudimentar de viver, e durante o filme mostra que nunca é tarde para quebrar mais um paradigma, e que viver pensando em fazer “posse” para a sociedade quase sempre não é a melhor solução para concertar o passado que está materializado em atitudes erradas, mas que a solução para isso é começar a viver pensando em fazer o bem para o futuro.
O filme é muito interessante, vamos esperar agora a sensibilidade de Cidade do Sol…..,

